Prefeitura Municipal de Nova Venécia

Armadilhas para capturar Aedes aegypti em Nova Venécia

Ideia é identificar locais que podem haver algum tipo de vírus circulando e antecipar o combate a doenças

A prefeitura de Nova Venécia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, instalou cerca de 130 armadilhas no município contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus.

O objetivo é diminuir o tempo para saber os locais onde alguns desses vírus podem estar circulando e, com isso, antecipar o combate de forma mais rápida, diminuindo o número de casos. “Os agentes de endemias vão poder avaliar instantaneamente quais regiões possuem infestação. Os testes feitos com os mosquitos também vão identificar, em até sete dias, se há algum tipo de vírus circulando nas regiões onde forem encontrados focos, facilitando e otimizando a ação da Vigilância Sanitária”, disse o coordenador da Vigilância Ambiental, Renan Rodrigues de Aguiar.

Das 75 armadilhas instaladas na primeira semana, foram encontradas fêmeas de Aedes aegypti em nove delas. Os mosquitos foram levados para análise em laboratório e não foram encontrados vírus em nenhum.

Com a medida, a Secretaria de Saúde passa a não depender apenas da notificação de um paciente doente, que precisa ter o sangue analisado para confirmar o diagnóstico. Um procedimento que demora em média 30 dias.

Armadilha

A armadilha, uma vez montada, funciona como atrativo principalmente para a fêmea do mosquito, que fica presa ao pousar no objeto. Uma vez por semana, os agentes de endemias fazem o recolhimento e enviam os insetos capturados para análise a um laboratório em Belo Horizonte/MG. Os resultados, indicando se eles estão ou não contaminados com dengue ou outra doença, chegam em uma semana.

Para o monitoramento correto, o dono da residência ou estabelecimento comercial onde são instaladas as armadilhas, devem ter cuidado para que o objeto fique em um local adequado e propício, favorecendo a captura do inseto. “É um trabalho importantíssimo para a gente monitorar as áreas de risco iminente. Essa ideia vem para que possamos nos proteger e a nossa família, nossos vizinhos e nossos funcionários”, comemora Edmilson Rossim, gerente de um supermercado situado no bairro Aeroporto.