Prefeitura Municipal de Nova Venécia

Prefeito recebe integrantes do MST

Na manhã desta sexta-feira (31) o prefeito de Nova Venécia, Lubiana Barrigueira (PSB), e o vice, Adelson Salvador (PSDB), receberam representantes do MST – Movimento Sem Terra - para discutir temas ligados à reforma da previdência e possíveis parcerias dos governos municipal e estadual para aquisição de terras com o objetivo de dar apoio aos trabalhadores rurais. Também participaram da reunião os vereadores, Biel da Farmácia (PV), Zequinha Brasileiro (PV), Juarez Oliosi (PSB), Dejanir Dias (PSB) e Cimar do Altoé (PHS).

Segundo os representantes do MST, caso a reforma da previdência seja aprovada, a classe camponesa será diretamente prejudicada. “Se a reforma for aprovada haverá um caos para nós e os pequenos municípios”, disse Pedro Ferreira, representante do movimento.

Outra reivindicação foi a participação dos poderes executivo e legislativo com o objetivo de facilitar o diálogo com deputados e líderes do governo, na busca por apoio na aquisição de terras em prol dos trabalhadores rurais; solicitação que será estudada e debatida pelos governantes.

Os integrantes do movimento também entregaram uma carta com propostas para serem analisadas pelo prefeito e sua equipe e vereadores de Nova Venécia.

O prefeito Lubiana Barrigueira afirmou que vai analisar com cautela as reivindicações: “vamos debater e analisar as propostas para buscarmos o cominho correto para que possamos sugerir soluções para a melhoria das condições da previdência e que nenhuma decisão seja tomada para que prejudique o trabalhador”, disse.

Propostas

A reforma da Previdência Social, enviada ao Congresso Nacional, prevê, entre outras propostas, estabelecimento de idade mínima de 65 anos para os contribuintes reivindicarem aposentadorias. Antes de enviar o texto ao legislativo, o presidente Michel Temer apresentou as ideias a líderes partidários do congresso.

Além de fixar uma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares.

Pelas regras propostas pela gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.